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Legislativas 2011
Escrito por Bruno Flores   
Quinta, 09 Junho 2011 15:03

 

Legislativas 2011

Um novo ciclo político que se inicia.

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No passado domingo Portugal foi a votos e os cidadãos escolheram romper com a anterior governação e abrir caminho a uma coligação entre PDS e CDS.

Como empresa a Redinteg não apoia qualquer movimento ou partido político, no entanto, não pode estar alheada dos acontecimentos políticos e das escolhas efectuadas. Diariamente as decisões políticas e de governação afectam a Redinteg assim como milhares de outras PME do país, que inevitavelmente acabam por causar uma grande impacto no cenário macro económico. 

Desde o inicio da crise financeira que as PME tem sentido as dificuldades características do mercado e as medidas de austeridade sucessivamente propostas e efectivadas foram maioritariamente direccionadas para a contenção da despesa do estado e o respectivo aumento da receita. Os cortes sucessivos e o aumento dos impostos têm causado tendências e recessivas e a Redinteg não é excepção. O seu crescimento nos últimos dois anos têm se mantido ao um nível baixo e o receio de nova recessão torna-nos cautelosos. Os investimentos previstos têm sido adiados e assim como a possibilidade de novas contratações. 

De facto o novo executivo que ainda não se encontra composto, tem uma governação complexa, exigente e difícil, nada que muitas PME's não façam diariamente à alguns anos.

Nós desejamos que o próximo executivo tenha do seu lado tudo o que é necessário para a criação de políticas que tornem o estado mais sustentável e que mudem o curso do país na direcção do crescimento económico sustentável. Este crescimento assenta essencialmente nas PME's e na capacidade que estas têm de contribuir para a diminuição do desemprego e do PIB.

Algumas sugestões que aqui deixamos não têm custos acrescidos para o estado, mas melhoram de sobremaneira a liquidez e a produtividade das PME.

Em primeiro lugar coloco a necessidade de criar em Portugal o conceito de pagamento de facturas a fornecedores entre 15 e 30 dias, de forma indiscutível. Este é um problema já evocado a algum tempo e é causa de muitos problemas de liquidez e de planeamento de médio prazo. Uma empresa que presta um serviço ou vende um bem, e não sabe de forma clara e inequívoca quando recebe o pagamento é no minimo desastroso, se pensarmos que o dinheiro é um recurso cada vez mais escasso. Esta falta de liquidez leva a que muitas empresas recorram a serviços financeiros apenas para ganhar tempo, a juros entre os 14% e 20% para créditos de curta duração, ganha-se tempo mas perde-se dinheiro. Se adicionarmos, e aqui é o segundo ponto, que as empresas têm de obrigatoriamente pagar o IVA das suas vendas mensalmente ou trimestralmente, então estamos a pedir mais um esforço financeiro, pagar ao estado ainda antes de se receber. Fica aqui um certo dois em um, pagamentos atempados entre todos os agentes económicos com o estado a dar o bom exemplo e o pagamento dos IVA's apenas após os respectivos recebimentos.

Outras ideias, diminuição da burocracia, simplificação do calendário fiscal, sensibilidade fiscal na resolução de dívidas fiscais, crédito fiscal para empresas em dificuldade ou em inicio de actividade (pressupõe pagar determinado imposto um ano mais tarde e em pequenas fracções, não pressupõe perdões de dívida)

Neste campo haveria muito pano para mangas e é de facto necessário uma discussão alargada se queremos almejar o crescimento económico e a coesão social.

Desejo ao novo governo a estabilidade que necessita, desejo que ouçam a sociedade e os seus intervenientes, que coloquem em prática medidas ágeis e descomplicadas e acima de tudo, que façam parte da solução e não do problema.

Estamos todos no mesmo barco, vamos então levá-lo a bom porto.

 

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